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Mídia. Um livro sobre o controle do olhar e pensamento coletivo pelos meios de comunicação.

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O livro ‘Mídia’, de Noam Chomsky (2015), da editora WMF Martins Fontes, mesmo tendo sido escrito lá no início dos anos 2000, faz um recorte interessante de como a Comunicação Institucional e Governamental esbarram no interesse midiático sobre como alguns assuntos podem ser mais importante que outros, e como os diferentes enfoques mudam as rotulagens aplicadas conforme diferentes interesses. Porém quem aplica esses rótulos e sobre quem eles são aplicados é o ponto crucial da abordagem do autor. Sobre o assunto de cotidiano Mídia, Informação, Governo e Interesse, do final dos anos 1990, essa rotulagem é variável e segue até os dias de hoje. Nestas últimas semanas, estudar sobre a construção social das civilizações e das ferramentas de comunicação me forçou a ler sobre Mídia e Cultura, pois, desde a metade da faculdade o interesse por antropologia e sobre a evolução cultural das sociedades me desperta curiosidade. E graças a essa curiosidade, pude acessar diferentes autores e redações di...

O que a Mídia e o Poder podem fazer para criar o Contrapoder?

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Mídia, Poder e Contrapoder. Um trabalho de autoria tripla onde seus autores se debruçam sobre a influência que a Mídia tem na sociedade. O que são as mídias? E como elas se comportam? São as perguntas que norteiam as noções de informação que é repassada para a população. Numa democracia plena, onde os 3 poderes convivem harmonicamente, não impede que conflitos políticos e ideológicos ocorram. E para que a democracia seja plena, esses conflitos precisam ocorrer pois as defesas de ideias do legislativo e a aplicação prática de determinadas legislações pelo executivo, precisam ser compatíveis com o modelo de governo e a constituição vigente naquele país. A função dos 3 poderes, ou seja, do Legislativo (aquele que cria as leis), do Executivo (aquele que executa o orçamento) e do Judiciário (aquele que verifica se determinadas leis são ou não são compatíveis com a constituição vigente) é buscar o consenso e o equilíbrio de vontades que os representantes populares e os governantes, devem se ...

O que é Arqueologia das Mídias? - Tradução da eduerj

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Com o fim do mestrado, os interesses em diferentes assuntos começam a se tornar evidentes e graças a isso novas leituras aparecem. E dessa maneira cheguei na bibliografia de alguns cursos de doutorados sobre cultura que me interessaram. “O que é Arqueologia das Mídias?” entra nessa situação de continuidade dos estudos. Apesar do livro ter sido escrito lá pelos anos 2011, pelo alemão pesquisador Jussi Parikka, a escola de comunicação da UERJ costuma buscar fontes de referência e pesquisa além dos autores anglo-americanos. Por ser um fator de construção de visão mundo, favorável a uma análise diferenciada e ampla, também não deixa de ser e estar incrustada no tradicional eurocentrismo. Mesmo assim, não de ser uma ação favorável a uma formação abrangente e, sim, isso é excelente. O livro é dividido em alguns capítulos de diferentes recortes e com uma profundidade aceitável. Como o assunto é novo e ainda em volto de diferentes vertentes, e com a evidente falta de livros de base para se ent...

Quem quer a revolução? Quem quer a estagnação?

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Desde quando decidi mudar para os programas Open Source não imaginava encontrar tantas soluções disponíveis. Algumas delas são bem práticas, com relação aos programas prioritários, outras não tão praticas assim mas tão importantes quanto pois existem. Alguns desses programas são realmente bem diferentes das versões tradicionais dos famosos programas pagos outros são tão semelhantes que não escondem suas referências. Na prática, a escolha de usar as ferramentas livres, além da financeira, é também uma escolha política, dos usuários, que acaba por esbarar nas discussões sobre inclusão e emancipação das pessoas das ‘amarras contratuais’ que os programas prioritários mais conhecidos criam aos seus consumidores e por ser um produto comprado, mesmo digital, não deixa de existir um consumo e um custo para sua manutenção. Dessa forma, e dentro dessas escolhas, esta breve pesquisa me mostrou algumas curiosidades bem interessantes sobre o comportamento individual inerente às pessoas. Para entend...

As perversidades do Capital - um estudo de comunicação

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Terra arrasada – Além da era digital, rumo a um mundo pós-capitalista É um estudo de comunicação publicado como livro onde ocorre uma crítica consistente do mundo contemporâneo, que foi construído nos alicerces do medo de uma nova guerra, que nasceu no século XX, e da exploração maximizada dos recursos naturais finitos que o mundo dispõe (desde tempos imemoriais). O autor constrói sua visão sobre o sistema econômico capitalista como falido pois este é insaciável pela fonte infinita porém a crítica é justamente o “como manter essa exploração se os recursos não são infinitos?”. Para isso absorve citações de diversos outros estudiosos, de distintas épocas, que analisaram as diferentes situações políticas como estruturas consagrantes do modelo vivente. O resultado de sua análise se aprofunda quando se encontra na visão de “sociedade empobrecida” devido a infindável valorização do acúmulo do capital por uns poucos indivíduos. Em contra partida, as megacorporações se tornam cosmopolitas na c...

E a história se repete com mais frequencia do que se imagina...

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Bom, bonito e barato continuará sendo uma Utopia e a civilização ainda não se deu conta disso... Para quem costuma estudar história, o que não é a maioria do povo desse tempo, sabe que o movimento Arts & Crafts, do Século XIX, brigou muito para valorizar os mestres artistas artesãos daquele tempo, em prol da arte pela técnica e pelo conhecimento específico da classe. Devido a mecanização de então, a intenção era baratear a produção e sem querer querendo quebrar os pequenos produtores, dententores do conhecimento produtivo, junto da rápida industrialização da dona Inglaterra, foram os primeiros a serem atingidos. Devido a isso, os movimentos artísticos daquele tempo, ou repudiaram a indústria, ou a abraçou incondicionalmente. Dessa maneira, os intelectuais geraram diversos manifestos no período, levando ao que a história denomina hoje como Modernismo. Período este que abarca, mais ou menos, 1860 a 1940. Após isso foi-se rotulando, o pós 2a guerra, como pós-moderno. É bom lembrar que...

Crônicas de Artur: uma viagem a Inglaterra do Século VI

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  As Crônicas de Artur é uma trilogia, romântica, sobre a formação do reino da Bretanha e das lendas que rodam em torno do Rei Artur. Escrita por Bernard Cornwell, historiador e colecionador de itens e mapas antigos, se passa no século VI, poucos anos depois da queda do Império Romando e bem no início da Idade Média, conhecida como Período Medieval. Lançada entre 1995 e 1997, os três livros sequenciais foram traduzidos e lançados, no Brasil, pela editora Record. Também é a série de livros que antecede a coleção Crônicas Saxônicas, onde o mesmo autor conta diferentes histórias do perído quando os nórdicos Vikings, invadiram a Bretanha e dominaram parte de seu território. Historicamente, Artur é mais uma lenda do que a invasão nordica, que já é melhor documentada. Cheguei aos livros num período onde era ferrenhamente contrário as falacias religiosas empregadas de forma descabidas por diferentes vertentes existentes no Brasil da virada dos séculos XX e XXI. Como estava no pré vestibul...

O assassinato, amoroso, de um jovem inocente.

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O amor é um sentimento um tanto estranho, da mesma forma que faz o ser humano assinar um contrato de vida eterna com a pessoa amada também pode causar tantos transtornos que o transforma em um assassino confesso. Em qual extremo a maioria se encontra é uma situação meramente particular. O livro 1793, de Niklas Natt och Dag (Autor) e traduzido por Fernanda Abreu (não é a compositora, cantora), e publicado pela Intrínseca, é um romance ficcional que se passa em Estocolmo no final do século XVIII. Enquanto a revolução francesa (de 1789 até 1799) pegava fogo no centro-sul da Europa, a Suécia passava por mudanças em parte de suas elites. Enquanto o antigo Rei sumia da monarquia, abrindo caminho para outro governante sucessor assumir, a sociedade convivia com suas mazelas. É nesse contexto geral, onde há a mistura de fatores, ou pitorescos ou coloquias, que o romance se embasa. Não é uma ficção de elementos fantasiosos ou fantásticos. A realidade geral, existente, é o mote. "Como o blog...

Escritos de uma mente perturbada pela curiosidade latente

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Este Blog é sobre livros do mestrado, certo? Sim. Este blog fala de literatura, certo? Sim. Porque Saramago? Porque ele é, acima de tudo, um pensador conhecido e interessante. Mesmo que muitos de seus textos sejam "o cão chupando manga" pra ler... Para isso prefiro ficar com uma outra reflexão que surgiu numa conversa no grupo do mestrado. Orientadora ficou como? Provavelmente surpresa pois não opinou sobre o questionamento. Como não sei a opinião dela... Deixo parte desse pensamento. Outro dia estava conversando sobre linguagens das culturas dominantes. Quando os povos dominados precisaram aprender a lingua dos estrangeiros, precisou o fazer para se proteger do futuro e desconhecio genocídio e exclusão sóciocultural que os europeus impuzeram. Até aí, ok, parte perversa da história escrita e contada. Agora vem um outro ponto: na prática quem é dominado por quem? Enquanto os povos originários são crias dessa terra, e na sua busca por sobrevivência aprenderam a conviver com a n...

Uma mulher tentou matar o bebê da vizinha

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Durante 10 semanas, precisei me desfazer de diversos materiais antigos de revistas de jogos e livros da área para liberar espaço necessário nas estantes da minha biblioteca. Também fiz essa doação para modernizar e melhorar o acervo da biblioteca do IFRJ no interior do Rio de Janeiro, campus Engenheiro Paulo de Frontin. Durante 2016 e 2017 pude ministrar aulas no campus e visitava o espaço algumas vezes por semana porém, não consegui fazer a doação do acervo pois o tempo era corrido. Como o curso do campus, ao qual estava ministrando aula, era onde a graduação de Jogos Digitais ocorria, esta doação, mesmo atrasada, foi uma benção. Durante as diversas semanas dessa entrega, o bibliotecário que recebeu o material, também me doou um livro, particular dele, que pude ler durante uma longa viagem ao Amapá. O livro, depois de lido, foi doado para Universidade Estadual do Amapá para constar no acervo deles. E depois disso, voltei para minha casa. Esta postagem é sobre esse enxuto livro de cont...