DESIGN

Design e as bandeiras nacionais: suas traduções e significados...

Fiquei 7 anos estudando a temática criatividade para um mestrado na área do design. Curiosamente acabei passando para um mestrado em educação, outra coisa que eu gosto. Resultado? O texto que referencio à esta postagem está clique aqui mas nunca passou pela minha frente antes e durante o mestrado, e só muitos anos depois. E o que me chamou a atenção nele hoje? Foi a motivação que originou o artigo original. Então, por favor, leia-o antes de seguir com o meu, vai ajudar a entender diferentes recortes e contextos importantes para perceber as diferenças.

E para entender as diferenças é preciso ir a um ponto chave da discussão: como design se apresenta?

Imagem, do autor, apresentada no mestrado, realizado em 28 de setembro de 2023

Voltando ao texto super derivado...

A postura de uma pessoa, que estava incomodada com a inação de outra pessoa em relação a "por onde saltar" de um ônibus, a levou a inconformidade com a afirmação desse "amigo": "tem pessoas que são burras e outras inteligentes..." Só isso já gera um conflito terrível na questão representação, mas as pessoas podem estar perdidas quando colocadas em um contexto fora do seu padrão ou conhecimento. Já se imaginou em um país de lingua diferente e tu, leitor, que não sabe nem inglês nem outra lingua além da sua? como ficaria? E como os outros iriam se comportar contigo? Sem que ambos se entendam? Essa é a ideia. Gerar incômodos. Então, antes de tudo, seja mais sensível com as pessoas e por isso não julguem quem falou que uns são burros e outros não, apenas continuem a leitura e ignorem a afirmação, ela é apenas ilustrativa e provocativa. Ajuda a criar contextos e entrar no clima desse trabalho.

Indo ao que interessa...

O conflito demonstrado no texto original foi bom para uma análise rápida do que é criatividade e a abordagem, do autor, foi interessante. Mostrar as 7 etapas da criatividade. Isso foi relevante. Mas antes de ir para tal recorte - se quiser volte ao primeiro parágrafo desse texto - é preciso analisar a educação brasileira de forma levemente ampla. Como ela está organizada? O quadro abaixo é uma demonstração dessa organização. E o que tem haver com criatividade? Aí sim, pode ficar ligado por aqui...


Imagem, do autor, apresentada no mestrado, realizado em 28 de setembro de 2023

No início do mestrado, que realizei enter 2021 e 2023, preferi ir além da simples indagação de "pessoas criativas e não criativas" para seguir na incumbência de descobrir "O que é a criatividade?" e não ficar apenas na questão "Quem é mais criativo: os inteligentes ou os burros?" as diferenças, além de serem gritantes, são os pré supostos da abordagem de estudos. Este detalhe, abordagem, que muda a forma como encaramos uma pesquisa. Qualquer que seja ela.

No meu caso, foquei em algo mais executivo, mais evidente e presente em vagas de trabalho, que 10 anos antes, do mestrado, era pedida constantemente nas vagas de design mas o tempo passou e esse requisito estava menos evidente. No decorrer do tempo e dos curriculos ficou, enxuta, e, quase invísivel. Por outro lado em documentos acadêmicos ela aparecia com maior frequencia e eu não sabia desse detalhe. Curioso sim mas não chamativo.

Hoje, em 2026, a maneira de como os candidatos se apresentam como sendo "pessoa criativa" mudou de forma, e a forma dela ser apresentada varia constantemente. De tempos em tempos ela aprece no formato do CV, em outras na apresentação do conteúdo, em outras no suporte usado. Em relação ao meio que ela é apresentada, também pode variar bastante. Basta procurar. MAS a criatividade continua presente nas apresentações, e o que muou foram muitos detalhes além das apresentações. E nas vagas? Ela quase sumiu. O profissional deixou de ser apenas mais um criativo para se tornar um profissional mais acertivo, eficiente, enquanto sua resiliência, capacidade de superar crises sem estressar, ganhou destaque. E não foi só no Design.

Indo pela inquietude da pergunta feita, originalmente, que me fez seguir a pesquisa do mestrado, como então 'criatividade' aparece nos Curriculos de Graduação de Design nas Faculdades existentes no Rio de Faneiro? Esse foi o recorte amplo do trabalho dela e que vale a leitura. Deu trabalho para o realizar mas tem muita universidade ali com cursos de Design. Vai na fé, tem dados importantes. Enquanto o recorte dos pequenos dados focou: nos Curriculos de Design; na Educação Criativa; no O que é Criatividade, e, onde tudo começou, "o que são sujeitos, processos, metodos, e ferramentas criativas? Isso foi outra abordagem. Se quiser saber mais das ferramentas veja esse livro da professora Ana Pazmino, da UFSC.


Imagem, do autor, apresentada no mestrado, realizado em 28 de setembro de 2023

Ao final do tal mestrado, cheguei em uma conclusão pertinente. Todos nós, humanos, somos criativos pois precisamos da criatividade para sobreviver, sozinhos ou coletivamente, perante as adversidades mundanas. A discussão que fiz durante o mestrado, nessa abordagem, usa como base a antropologia e ela diz que "criatividade é produto cultural das sociedades humanas". Mas os animais também são criativos, pois podem precisar arrumar soluções para problemas que nem nós, humanos, saberíamos pensar que os animais são capazes de realizar, sem os provocar. Esse recorte dos animais, não está no trabalho pois não fazia parte dele, mas apareceu em diferentes vídeos pelas redes sociais onde brincam "só acredito vendo", sério mesmo? "Não acreditei nem vendo!" e por aí vai...

Ter, ou não, um senso racional como o nosso, de se comunicar de forma inteligível, sem ignorar as capacidades das inteligências múltiplas que podem ser desenvolvidas por qualquer animal (humanos também são animais, diga-se de passagem), também faz parte do processo de acumular conhecimentos. E o que nos torna humanos é exatamente a nossa capacidade de transmitir e repassar esses conhecimentos, informações diversas, para as gerações seguintes em prol da sua sobrevivência, e aí sim, perante as adversidades mundanas, continuar indo em frente, não só como indivíduo mas como espécie.

Essa discussão, que parece simples ou irrelevante, para uma parcela significativa do mercado laboral, é que me instiga a pesquisar mais sobre: culturas humanas, e não apenas sobre criatividade. Criatividade vai estar no lado mais acarinhado, romântico, da mesquisa acadêmica. Mas eu preciso ir além da mera pesquisa, quantitativa (volume numérico dos dados) ou qualitativa (qualidade na coleta e análise dos dados), e chegar no quesito "trabalho de vida", aquilo que faz o "ato de pequisar", a fundação teórica e tácita do verdadeiro e disputado acadêmico. Com esse objetivo definido, falta a execução e isso dá trabalho.

Quer saber mais sobre o tal texto do mestrado? Clica aqui para ver o PDF da Dissertação e aprender um pouco mais sobre varias coisas diferentes e divertidas da pesquisa. Desde Educação Superior, de Design e suas traduções e sobre o que é Criatividade. E nunca parem de ler. É uma coisa muito gostosa. Nos faz aprender coisas que não imaginamos.

Até a próxima postagem.
Ass.: Thiago Sardenberg

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